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Vereador cobra esclarecimentos sobre transporte público após liberação de subsídio


Mesmo após a liberação de subsídio com recursos públicos, o transporte coletivo de Santa Bárbara d’Oeste segue enfrentando críticas da população. Usuários continuam relatando ônibus lotados, atrasos frequentes e veículos sem ar-condicionado, situação que mantém a sensação de abandono entre quem depende diariamente do serviço.

“Dias depois da aprovação do subsídio à empresa Nova Via, não houve a prometida normalização do sistema. O Projeto de Lei nº 194/2025, aprovado pela Câmara Municipal, autorizou o repasse de recursos para manter a tarifa em R$ 5,90. À época, o líder do Governo no Legislativo afirmou que os problemas seriam resolvidos em até 12 horas após a sanção da lei, o que não se concretizou”, afirmou o vereador Carlos Fontes.

Diante da continuidade das falhas, o parlamentar voltou a cobrar providências do prefeito e da Administração Municipal por meio do Requerimento nº 02/2026. Embora tenha votado favoravelmente ao projeto do subsídio, o parlamentar criticou a forma como a proposta foi encaminhada à Câmara, alegando falta de transparência, ausência de informações detalhadas e inexistência de audiência pública.

Segundo Fontes, o projeto foi aprovado sem o devido debate com os vereadores e a população. Ele afirma que seu voto teve como objetivo evitar o aumento da tarifa, mas avalia que a condução do processo comprometeu a fiscalização e o acompanhamento das contrapartidas previstas.

Mesmo com a liberação de recursos públicos, cerca de metade da frota continua operando sem ar-condicionado, o que agrava o desconforto dos usuários, especialmente nos horários de pico. A situação afeta trabalhadores, estudantes e idosos, principalmente em linhas como Beira Rio, Santo Antônio do Sapezeiro, Santa Rita de Cássia, Paraíso, Santa Luzia, Grego, São Fernando, São Camilo, Cidade Nova e Jóias de Santa Bárbara.

A Lei Municipal nº 4.754/2025 entrou em vigor no mesmo dia da votação e possui efeitos retroativos a 1º de agosto de 2025. Para o vereador, isso amplia a responsabilidade da Prefeitura em fiscalizar o contrato e exigir a circulação de 100% da frota em condições adequadas.

No requerimento apresentado, Carlos Fontes questiona quantos ônibus estão efetivamente em operação, qual o valor mensal do subsídio repassado à empresa, quais metas e contrapartidas estão sendo exigidas e quando o sistema de transporte será normalizado. Até o momento, a Prefeitura não divulgou um cronograma oficial nem apresentou garantias sobre a regularização do serviço, enquanto a população continua enfrentando atrasos, calor e superlotação.


Publicado em: 05 de janeiro de 2026

Publicado por: Fernando Campos - Mtb 39.684

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Categoria: Notícias da Câmara

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